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2007
Concurso GALP para uma estação de Serviço Sustentável.
2º Prémio
Uma toalha, calções, algumas t-shirts e meias. Numa bolsa,
shampoo, pasta de dentes e uma escova, fecho a mala. Tranco a
porta de casa, fecho a porta do carro e inicio o meu percurso.
Depois de atravessar a vila, pagar a portagem, entro na
auto-estrada e rumo ao Sul. Sigo o conselho que me deram e “vou
para fora cá dentro”.
300 quilómetros para chegar ao destino. Planeio fazer duas
paragens para dividir o tempo de viagem e sei onde quero parar.
Sentado ao volante vou sendo cumprimentado por outros viajantes
que passam por mim, relações curtas que duram breves segundos.
Olho para as matrículas para perceber de onde vêm. Passo por
alguns, outros passam por mim, não tenho pressa. As linhas da
estrada fazem-me companhia. Uma vez, quando era pequeno tentei
contar todas as linhas de casa ao Algarve, ..., adormeci.
No deserto de montes que ladeiam a estrada vejo um que se
destaca. A sua cor contrasta com as oliveiras que descansam ao
sol. Este monte também descansa na paisagem e é nele que vou eu
descansar.
Entre os montes encontro uma pequena planície onde um animal
parece dormir. Tem a cabeça encostada junto ao acesso por onde
chego. Lembra-me uma serpente serpenteando pelo pavimento e pelo
ar protegendo-me do sol ou da chuva.
ARRANJOS
EXTERIORES
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TERRAMORFOSE
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