metodologia

 

 

 

A arte, como modo de expressão cultural, reflecte as tendências culturais onde nasce. Embora o objectivo da arte possa variar, a necessidade de um público e um eficaz modo de comunicação é necessário para valorizar a obra de arte. Deste modo, a arte que se aproxima do público é mais valorizada que aquela que provoca conflitos. As mensagens são assim muitas vezes transmitidas de maneira subtil, como um poema, deixando liberdade de interpretação a quem observa, não encerrando em si um significado final, mas colocando no espectador a responsabilidade do impacto final de cada obra. Relacionamo-nos com cada obra de arte de acordo com a época em que a observamos. Isto é provado pela maneira rigorosa como alguns movimentos artísticos eram criticados na sua época, acabando por serem momentos importantes da História, em épocas futuras.

A obra de arte que traduza as verdades contemporâneas, não só ajuda a compreender a sociedade, mas contribui para a sua evolução. O termo Verdade é aqui empregue como aquilo que a obra de arte pretende revelar. A realidade actual, da sociedade da televisão e do comando remoto, da publicidade e dos slogans, altera os nossos sentidos, tornando-nos aos poucos imunes às imagens fortes que vemos diariamente nos ecrãs de nossa casa. As imagens vão sendo cada vez mais fortes. Algumas procuram impressionar através da violência, outras fazem-no usando a sensualidade. À medida que o tempo passa e nos vamos tornando cada vez mais imunes, a violência e sensualidade fundem-se numa imagem única. É nessa imagem, na sensualidade bruta e violenta que encontramos a definição da sociedade actual.

É explorando a sensualidade que hoje as empresas vendem bebidas ou carros. É devido ao contacto com objectos sensuais que utilitários como iPhone e iPod têm tanto sucesso. A mesma tendência é evidente no desenho de mobiliário e de automóveis. As linhas rígidas do passado perderam-se para o desenho cuidado e sensual de quase tudo. Os automóveis têm agora linhas mais suaves, e aproximam-se do utilizador pela qualidade da sua imagem sedutora. É nesta realidade que a nossa proposta se pretende integrar. Numa realidade em que também a arquitectura se serve da qualidade de desenho para seduzir e atrair uma população cada vez tecnologicamente dependente e esteticamente mais sensível.

Os padrões de gosto estão a alterar-se, os paradigmas alteraram-se. Objectos bem desenhados e adaptados às necessidades contemporâneas são cada vez mais fáceis de adquirir. Há uma clara evolução na qualidade de desenho de automóveis, de telemóveis, do calçado, etc., sempre respeitando a evolução das necessidades e exigências da população. Os telefones que temos no bolso são quase sempre peças com um desenho cuidado e apelativo, com uma simplicidade sedutora. Também a arquitectura deve respeitar os novos paradigmas para seduzir o visitante.

 

 

 

Os nossos trabalhos têm um carácter tridimensional muito evidente. Evitamos o adjectivo "arrojados" pois cada projecto tem uma forte influência das intenções do cliente. É das conversas que nascem as ideias e os nossos trabalhos reflectem todas as palavras trocadas de uma maneira muito pessoal, quer para nós quer para o cliente. Tentamos sempre que o resultado surpreenda quem nos propõe desafios e que se revejam nele.

As ideias resultam frequentemente em textos bonitos de onde muitas vezes nasce o nome do projecto. O "baptismo" tornou-se num momento especial para os nossos clientes ao simbolizar o nascimento de um objecto.

Evidente também é a ligação ao mundo da arte e da poesia. As formas dos objectos têm componentes escultóricas interessantes e as suas explicações é muitas vezes feita de forma poética. Procuramos na arquitectura uma demonstração da inesgotável potencialidade da imaginação. Procuramos uma sensualidade entre a forma material e a forma escrita que se enquadre no espírito contemporâneo.

 

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