IMAGINARIUM
incubadora de design – Paredes
arquitectura - 38N9W
engenharia - AFA CONSULT
arquitectura paisagística – TERRAMORFOSE
A mediatização de todos os aspectos da vida social e privada tem transformado a sensibilidade cultural. Este desenvolvimento alterou os paradigmas, dando lugar a novas regras e rotinas. A arte, como modo de expressão cultural, reflecte as tendências culturais onde nasce. Embora o objectivo da arte possa variar, a necessidade de um público e um eficaz modo de comunicação é necessário para valorizar a obra de arte. As mensagens são assim muitas vezes transmitidas de maneira subtil, como um poema, deixando liberdade de interpretação a quem observa, não encerrando em si um significado final, mas colocando no espectador a responsabilidade do impacto final de cada obra. Relacionamo-nos com cada obra de arte de acordo com a época em que a observamos.
A obra de arte que traduz as verdades contemporâneas, não só ajuda a compreender a sociedade, mas contribui para a sua evolução. O termo Verdade é aqui empregue como aquilo que a obra de arte pretende revelar. A realidade actual, da sociedade da televisão e do comando remoto, da publicidade e dos slogans, afecta os nossos sentidos, tornando-nos aos poucos imunes às imagens fortes que vemos diariamente. As imagens vão sendo cada vez mais fortes. Algumas procuram impressionar através da violência, outras fazem-no usando a sensualidade. À medida que o tempo passa e nos tornamos cada vez mais imunes, a violência e sensualidade fundem-se numa imagem única. É nessa imagem, na sensualidade bruta e violenta que encontramos a definição da sociedade actual.
É explorando a sensualidade que hoje se vende tudo, de bebidas a carros. É devido à sensualidade de certos objectos que marcas como a Apple têm tanto sucesso. A mesma tendência é evidente no desenho de mobiliário e de automóveis. As linhas rígidas do passado perderam-se para o desenho cuidado e sensual de quase tudo. É nesta realidade que a nossa proposta se pretende integrar. Numa realidade em que também a arquitectura se serve da qualidade de desenho para seduzir e atrair uma população cada vez tecnologicamente dependente e esteticamente mais sensível.
Com a mudança de paradigmas, os padrões de gosto estão a alterar-se. Objectos bem desenhados e adaptados às necessidades contemporâneas são cada vez mais fáceis de adquirir. Há uma clara evolução na qualidade de desenho de automóveis, de telemóveis, do calçado, etc., sempre respeitando a evolução das necessidades e exigências da população. Os telefones que temos no bolso são quase sempre peças com um desenho cuidado e apelativo, com uma simplicidade sedutora. Também a arquitectura deve respeitar os novos paradigmas para seduzir o visitante Também a arquitectura está em transformação. As possibilidades hoje são limitadas pela indústria da construção e recorre-se muitas vezes à indústria informática ou naval para ajudar a complementar as lacunas da construção civil. Os recursos destas indústrias alternativas são quase sempre tecnologicamente mais avançadas, o que permite ao arquitecto mudar a sua forma de desenhar, tornando os espaços mais sedutores para a sociedade contemporânea. Aos poucos, as formas rígidas do movimento moderno vão sendo substituídas por formas mais sensuais que respeitam os novos paradigmas, quer ao nível do desenho quer ao nível do fabrico. Assim, o edifício ícone que outrora era definido pela sua escala ou por uma pureza imaginária, é agora aquele que seduz, não apenas os habitantes, mas também os visitantes. A solução que propomos ambiciona fazê-lo de modo a garantir o sucesso dos objectivos do Município de Paredes, enquanto o projecta para o séc. XXI.
