TESLA
edifício de escritórios / office building – Coimbra
arquitectura - 38N9W
engenharia - AFA CONSULT
arquitectura paisagística - GREENARQ
Acordo de manhã e preparo-me para o dia de trabalho. Desloco-me para o iParque onde encontro um local propício às actividades que desempenho. Alí concentro-me com a minha equipa em desenvolver um negócio que beneficia muitos. O espaço onde trabalhamos promove o intercâmbio de informação e estratégias com outras empresas. O espaço organiza-se com pátios que promovem privacidade, ao mesmo tempo que criam um interessante conceito de “bairro empresarial” em que podemos ver os nossos vizinhos.
O edifício promove sinergias entre os “vizinhos” que connosco partilham os espaços comuns. Cruzamo-nos com eles no vestíbulo, na cafetaria, na esplanada e nos jardins e pátios que criam zonas de estar protegidas do sol.
O espaço exterior e os vários pátios convidam à interacção entre indivíduos e definem espaços de descanso. Podemo-nos sentar a tomar café numa esplanada ou lanchar a merenda caseira sentados na relva. É curioso que o edifício tenha incentivado o meu patrão a, ocasionalmente, promover reuniões de empresa ao ar-livre num dos pátios do edifício.
Sempre que somos visitados por clientes e colaboradores é fácil a indicação do edifício onde estamos. Confiamos na imagem do nosso edifício para ajudar quem nos visita a encontrar-nos. O edifício funde-se com a nossa marca e transmite uma imagem de solidez, profissionalismo, modernidade, versatilidade, tecnologia, e imaginação.
Chego de manhã a este espaço e vejo um objecto interessante e curioso que convida a entrar. Com o anoitecer o edifício transforma-se. Os pátios que durante o dia criam áreas de sombra que protegem os espaços interiores do sol, à noite iluminam-se e criam vazios de luz que se projectam pelos espaços exteriores.
Como qualquer empresa ou negócio de sucesso, um edifício nasce de um conceito que define os seus objectivos e organização espacial. Este conceito pode depois dar origem à sua forma e definir a relação entre os espaços e utentes. No caso do edifício TESLA, o conceito inicial foi criar um espaço que promovesse espaços privados ao mesmo tempo que explorava uma ideia de “bairro empresarial”. A noção de vizinhos, que com o crescimento das cidades se vai perdendo, apresentava características de colaboração e apoio mútuo. Estas características são essenciais quando falamos de sinergias entre empresas. Outrora atravessávamos o hall da escada para ir pedir sal ou ovos, agora podemos atravessar o corredor para ter reuniões e partilhar objectivos. Da janela podemos ver e comunicar com os nossos vizinhos.
Os pátios criados servem também para criar zonas de sombra, reduzindo a exposição solar directa e com isso necessitando de menor esforço energético para o conforto térmico.
A forma do edifício TESLA tem por base um paralelepípedo que ocupa a área de implantação. Foram de seguida pensados pátios que criassem com alguma versatilidade espaços interiores isolados e protegidos da luz solar directa. Estes pátios criam também alguma relação entre diferentes empresas ou diferentes áreas da mesma empresa. Os recortes foram pensados de maneira a assegurar uma funcional organização interior e uma versátil distribuição espacial.
Pretendeu-se projectar um edifício de escritórios que se enquadre nas necessidades de negócio contemporâneas e que funciono como extensão das marcas das empresas. O edifício proposto é abstracto o suficiente para se ligar a qualquer marca e versátil para acomodar empresas de várias esferas de negócio.
A imagem exterior do edifício irá ao longo do dia alterar de imagem. Os pátios irão criar zonas de luz e sombra com a alteração da localização do sol. À noite a sua imagem será alterada para uma escultura luminosa.
Existem vários modelos de negócio da exploração e aluguer de edifícios de escritórios. Um dos que tem provado maior sucesso não se resume apenas ao aluguer de espaço, mas ao fornecimento de um serviço completo que incluiu energia, comunicações, conforto térmico, estacionamento e espaço de trabalho. Esta proposta foi pensada de forma a se adaptar aos vários modelos de exploração.
