Projecto de Discoteca Temporária – SummerSpot

Projecto de Discoteca Temporária – SummerSpot – Lisboa

A ideia que deu origem à forma teve em atenção a rapidez de montagem, o possível aluguer da maior parte dos elementos que compõem a estrutura, e que todos esses elementos fossem ou pudessem ser reutilizados, garantindo um reduzido impacto nos recursos naturais. O impacto nos recursos Naturais deve ser uma grande preocupação de todos os seres da terra e como arquitectos temos o poder de planear o nosso futuro de forma a danificar de forma mínima o ambiente.

A ideia conceptual do edifício proposto teve como origem o impacto do Homem na natureza. O edifício nasce inspirado no desgelo e procura colocar temporariamente no pontão das Docas de Alcântara um cubo de gelo que derrete deixando o interior à vista. Pretende-se que todos os elementos construtivos sejam reutilizados e reaproveitados para que a construção do Summer Spot tenha um reduzido impacto ecológico.

O edifício proposto pretende ser temporário e para que o seja de forma a respeitar a ideia conceptual as soluções utilizadas utilizaram como base medidas standard de contentores, paletes, placas de policarbonato e possibilidades de métrica estrutural. Tendo como base essas condicionantes foi desenhado um edifício simples, paralelipipédico, que ganha a sua vida pelas qualidades de refração de luz do material exterior, as placas de policarbonato. Estas placas, serão recortadas exponencialmente dos extremos para o interior, quer na fachada quer nas paredes exteriores de forma a passar a ideia de gelo a quebrar.

Este efeito criará um espaço exterior e interior com uma imagem marcada que do exterior irá revelar gradualmente o interior e que do interior irá revelar gradualmente o exterior.

O edifício temporário proposto tem as dimensões aproximadas de 15.00m por 62.30m com 4.00 metros de altura. O edifício foi colocado centrado com o pontão, e recuado 2.50 metros em relação ao alinhamento dos postes, permitindo uma circulação para veículos em redor do edifício. Este circuito poderá ser utilizado como circuito de serviço ou de emergência, garantindo a segurança dos utilizadores do espaço e uma exploração do espaço de forma funcional, permitindo que os produtos de consumo no interior do espaço sejam encaminhados para o armazém na zona traseira do edifício.

O edifício embora revestido parcialmente, está aberto para o exterior, sendo a maior parte do espaço ao ar livre. As zonas cobertas são as localizadas sobre o palco e sobre as instalações sanitárias e entrada, sendo o restante espaço aberto gradualmente nas paredes e cobertura dos extremos para o centro onde o espaço está em grande parte ao ar livre.

O edifício tem a forma de um retângulo. A entrada está virada para a zona Poente com fácil acesso para quem está nas Docas. A entrada foi colocada no centro da fachada Poente. Ao se entrar acedemos a uma zona que terá duas bilheteiras, uma de cada lado. Ainda junto à entrada existem duas antecâmaras com instalações sanitárias, uma para homens e outra para mulheres. Estas instalações sanitárias estarão equipadas para servir pessoas com mobilidade reduzida.

Ao atravessarmos o corredor de entrada chegamos a uma zona de onde serão colocadas mesas e cadeiras. Esta zona de Lounge bem como a zona de dança serão servidas por um bar comprido com quatro frentes.

Na zona do Lounge iniciam as aberturas na fachada e cobertura que vão deixando a descoberto o interior e transformando-o em espaço ao ar livre.

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