Projecto de moradia em Abrantes | GORDA

Projecto de moradia em Abrantes, Cabeça Gorda

De cima olha-se a grande superfície espelhada da água retida pela barragem de castelo de bode. A paisagem apetece. A extensão de água convida a olhar e descobrir detalhes no horizonte.

A vista entrega-nos em proporções semelhantes uma franja de água, outra de céu e outra de terra. Três elementos que parecem enquadrar-se no lote triangular que aqui exploramos.

É neste cenário de paz e natureza que nos convidam para projetar uma moradia. O que propomos é uma construção muito simples, desenhada no sentido de criar um local que permita explorar a paisagem.

A construção orienta-se a norte/nascente com duas grandes janelas viradas para o infinito. Apesar de pequena, o espaço interior relaciona-se fortemente com o terreno e com a paisagem.

No exterior oferecemos um local de estar, onde se poderão fazer refeições. Este alpendre localizado entre a cozinha e a sala torna-se numa divisão ao ar-livre que será tão utilizada quando as interiores.

Projetou-se uma pequena piscina que permita a imersão virtual no grande lago da barragem.

A forma da proposta é condicionada pelas características altimétricas do terreno. A moradia agarra-se ao terreno e cria uma pequena plataforma que define os espaços de convívio exterior (pérgula, alpendre e piscina). Ela está cravada no terreno, ficando parcialmente enterrada, no seu lado poente devido à acentuada inclinação do lote.

Procurou-se um “ objeto” que pousasse no terreno com simplicidade e graciosidade e que, com essa simplicidade volumétrica se enquadrasse na paisagem que a envolve, numa simbiose com o meio construído.

A forma da proposta é condicionada pelas características altimétricas do terreno. A moradia agarra-se ao terreno e cria uma pequena plataforma que define os espaços de convívio exterior (pérgula, alpendre e piscina). Ela está cravada no terreno, ficando parcialmente enterrada, no seu lado poente devido à acentuada inclinação do lote.

Procurou-se um “ objeto” que pousasse no terreno com simplicidade e graciosidade e que, com essa simplicidade volumétrica se enquadrasse na paisagem que a envolve, numa simbiose com o meio construído.

A volumetria proposta, pela orientação e forma define e gera o espaço exterior, que faz parte integrante da vivência da casa.

As torções que o volume sofre são prova disso. A Nascente, o acto de torcer o volume que se destaca, provoca a definição e o desenho do espaço imediatamente antes da entrada. Este, procura ser atractivo e provocar o convívio quer no acto de entrar em casa, quer no acto de estender o convívio gerado no interior, e que pela presença da pérgula, pode também existir no exterior.

A Norte, essa mesma torção promove a existência de um pátio exterior e de uma piscina.

A Poente, uma outra torção do volume acentua a necessidade de este ser cravado no terreno, transformando-se numa “âncora” que estabiliza e segura a casa.

A volumetria, que se quer simples e interessante, é subtilmente rasgada duas vezes, uma na vertical na fachada Nascente e outra na Horizontal na cobertura a Sul. O rasgo vertical permite abrir a sala à melhor vista (a da albufeira), emoldurando-a como de tratasse de uma imagem, esta em constante e natural transformação. Procurou-se assim estabelecer uma relação forte entre a casa e a paisagem, abrindo e organizando as zonas comuns interiores, sala, zona de refeições e cozinha a nascente.

O rasgo horizontal recorta a cobertura, do lado oposto, proporcionando a abertura de janelas, uma a sul, que iluminará a sala (colmatando um défice de luz natural que poderia existir, visto que a mesma se encontra orientada a norte), e uma a poente, permitindo a entrada de luz e ventilação natural na instalação sanitária.

arquitectura – 38N9W
engenharia – Margarida Silva

construção – LAPANDA 

 

Neste Projecto de moradia em Abrantes procurou-se explorar a paisagem. De cima olha-se a grande superfície espelhada da água retida pela barragem de castelo de bode. A paisagem apetece. A extensão de água convida a olhar e descobrir detalhes no horizonte.

A vista entrega-nos em proporções semelhantes uma franja de água, outra de céu e outra de terra. Três elementos que parecem enquadrar-se no lote triangular que aqui exploramos.

É neste cenário de paz e natureza que nos convidam para projetar uma moradia. O que propomos é uma construção muito simples, desenhada no sentido de criar um local que permita explorar a paisagem.

A construção orienta-se a norte/nascente com duas grandes janelas viradas para o infinito. Apesar de pequena, o espaço interior relaciona-se fortemente com o terreno e com a paisagem.

No exterior oferecemos um local de estar, onde se poderão fazer refeições. Este alpendre localizado entre a cozinha e a sala torna-se numa divisão ao ar-livre que será tão utilizada quando as interiores.

Projetou-se uma pequena piscina que permita a imersão virtual no grande lago da barragem.